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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Rescaldo de um mês em stand-by

 

Janeiro é um mês de incertezas e de sentimentos mistos. Se, por um lado, queremos iniciar o plano que traçamos para a nossa vida nos últimos dias do ano anterior, por outro, acabamos por nos aperceber de que, inevitavelmente, muitos dos nossos objetivos acabarão por ficar numa folha de papel, esquecida algures no fundo da gaveta.

Nos primeiros dias, do primeiro de doze capítulos, perdoamos os nossos desleixes alimentares e a preguiça que existe relativamente à prática de exercício físico. As metas começam, assim, a ser encostadas para um canto e nós vamos continuando a viver da mesma forma conformista e rotineira, tal como fazíamos até então. A verdade é que, mal o ano começa, percebemos que, se calhar, a febre da mudança se está a desvanecer e com ela a nossa vontade de sorrir, todos os dias, para o mundo. Voltamos a constatar que, de vez em quando, chove e que não podemos escapar aos dias cinzentos.

Para a generalidade dos estudantes do Ensino Superior este mês é também sinónimo de abdicação. A “vida” fica praticamente em stand-by e é hora de colocar um travão nos almoços demorados de família, nas saídas com os amigos, nas idas ao cinema ou nos serões na companhia de uma boa música ou de um livro do nosso interesse.

 

 

Falácia

 

Às vezes, olho para mim de lado.

Como um estranho que julga conhecer o turbilhão de pensamentos que, em passos largos, se dissolvem por entre rotinas cruzadas e transeuntes incomuns.

Às vezes, até sinto que o que sou é pouco meu porque me é estranha aquela sensação de estranheza.

E julgo, perante os dedos que se tocam, ser pouco mais do que uma defesa contra cada fragmento estilhaçado na penumbra: pedaços de sonho hipotéticos: utopias de banda larga.

Estou tão fora como dentro, desmembrada da fisiologia sem querer ir nem querer voltar.

E somam-se os dias: um valor absoluto e pesado do que perdi por não saber o que querer ganhar.

Tanta vida no Inverno. Tantas ondas e um mar inerte. Como eu...

Sem condições nem metafísica. Sem futuro nem presente.

Um eu doente. Da alma. Do soro que escorre em desalinho. Autoimunidade. Pelo cansaço escrito em prosa e a vida entoada em hino.

Venham daí essas uvas passas!

 

Nos últimos dias, as redes sociais em geral e a blogosfera em particular têm sido inundados pelos típicos "balanços do ano".

Sobre 2017, que hoje termina, escrevem-se as mais diversas publicações quer sobre as figuras do ano, os acontecimentos do ano ou mesmo os divórcios do ano. Na verdade, parece que todas as temáticas, mesmo as mais inusitadas, servem como um bom clickbait, numa altura em que surge também na vida da maioria dos astrólogos uma nova oportunidade de expansão das suas carreiras.

Hoje, no último dia do ano, também eu faço a minha retrospetiva, penso no que fiz em cada mês, no que conquistei e no tanto que ainda tenho para melhorar. Todavia, não reflito apenas hoje porque as minhas ambições não se regem pelas doze badaladas ou por mais uma volta completa da Terra em torno do Sol.

 

Lançamento da Semana #11

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Escolhas o caminho que escolheres, procura por mim mesmo quando te perderes.

 

Ontem, durante a gala final do talent show The Voice Portugal, os Amor Electro apresentaram, pela primeira vez, a sua mais recente composição ao público.

A atuação arrepiou-me do início ao fim e até o pequeno acidente que a Marisa Liz sofreu contribuiu para a performance magnífica da sua banda.

 

 

Isto do Natal

 

Quando pensamos no Natal viajamos para um lugar bem diferente.

Geralmente, esta é uma quadra que representa algo muito especial para cada um de nós: uma mistura de sentimentos únicos e um conjunto de valores que assumem proporções distintas, consoante a personalidade de quem os experiencia.

À medida que os anos vão passando, o próprio conceito vai sofrendo alterações, como uma mutação em resposta ao nosso desenvolvimento intelectual. Desmistificam-se inúmeras crenças e a importância de alguns costumes é questionada, até que aquilo que assumia particular relevância passa a ser algo insignificante.

 

 

Sem Abrigo

 

Tens as roupas sujas e gastas, o cabelo grisalho sem forma ou arrumo, a mão esticada sem convicção.

Há dias que te cortaram a água. Dizem que setembro foi um mês quente e outubro lá lhe vai seguindo os passos, prolongando tal proeza.

Para ti, tanto faz...

Gostas pouco de seguir as tendências: és irreverente! Crias a tua própria moda e, às vezes, como ela, és o último grito: aquele que a madrugada abafa e que as tuas próprias forças não projetam. As olheiras não te incomodam. Aliás, sempre tiveste um fraquinho por olhos esbugalhados, repletos de traços promíscuos.

E de cheiros? Ah, ninguém percebe tanto como tu! Desde que descobriste esta nova forma de viver que não largas o teu novo perfume por nada. Encontraste, finalmente, um que se adequa à tua verdadeira essência, criado a partir dos extratos de dias e dias e noites sem luar: a doce fragrância que revela os traços da tua personalidade e a convicção com que acordas todos os dias à beira de um pedaço de cartão, dos que, outrora, fizeram parte dos caixotes descartáveis de que as pessoas se desfazem a torto e a direito.

Lançamento da semana #10

 

Ella Nor é o alter ego de Leonor Andrade: uma jovem de 23 anos que iniciou o seu percurso na banda do irmão e que, mais tarde, participou no talent show The Voice Portugal, onde se destacou pelas suas prestaçõs irreverentes, pelo seu carisma e, obviamente, pela sua magnífica voz.

Em 2015, a convite de Miguel Gameiro, representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção com a música "Há Um Mar Que Nos Separa".

Lançou, posteriormente, um álbum (Setembro), enquanto Leonor Andrade, cujas canções integraram as bandas sonoras de diversas novelas portuguesas.

 

 

Raríssimas: Um flagelo para o voluntariado em Portugal

(Paula Brito e Costa | Fotografia: Álvaro Isidoro)

 

Durante esta semana, Portugal assistiu à estreia da nova novela da TVI: uma excelente produção com um elenco de luxo e um guião bastante promissor.

O sucesso da narrativa tem sido, inclusive, noticiado pelos restantes meios de comunicação social e prevê-se que estejam já encomendados mais episódios para dar continuidade à trama protagonizada por Paula Brito e Costa.

Dinamismo não falta no escândalo da Raríssimas e a prova disso mesmo é o facto de, em apenas uma semana, a investigação da jornalista Ana Leal ter rendido ao país não só duas demissões, como também depoimentos verdadeiramente vergonhosos.

Mas, vamos por partes nesta que é uma resenha pessoal dos últimos acontecimentos.

 

 

Lançamento da semana #9

 

James Andrew Arthur é, desde há algum tempo a esta parte, um dos meus artistas de eleição.

Após ter vencido o The X Factor (Reino Unido) em 2012, nunca mais parou de surpreender e já nos habituou às suas letras marcantes, bem como às suas melodias impossíveis de esquecer.