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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Lançamento da semana #7

 

Molly Kate Kestner é uma cantora e compositora americana nascida em 1995. É conhecida pelos vlogs e covers que publica no seu canal de YouTube e, na passada quinta-feira, brindou os seus subscritores com um tema original: Footprints.

Neste single, Molly, revela-nos um amor diferente: o amor entre dois irmãos.

 

 

Resumo da semana

 

Regressar à rotina pode ser um verdadeiro desafio, sobretudo quando nos envolvemos em diferentes projetos.

No início de setembro ouvimos falar de uma espécie de depressão pós-férias: aquela semana dolorosa em que voltamos ao trabalho ainda a meio gás. Surgem por aqui e por ali dicas preciosas que prometem ser a chave para retomarmos a nossa vida sem grandes constrangimentos ou conflitos interiores, mas, na verdade, cabe exclusivamente a cada pessoa gerir o seu tempo em função dos seus afazeres, bem como, controlar o seu estado emocional.

No meu caso, como estudante, há cerca de três semanas que o meu dia-a-dia voltou a ser gerido em função da faculdade. Todavia, esta última foi, sem dúvida, a mais desafiante. Foram cinco dias passados com poucas horas de sono e na companhia de algumas chávenas de café: algo que já se tornou indispensável na minha vida.

 

 

Lançamento da semana #6

 

Às vezes, precisamos de ver um arco-íris. Algo que nos faça perceber que a vida não se rege apenas pelas vicissitudes de duas cores que resultam da ausência ou da presença de luz.

O nosso caminho é feito de diversas tonalidades, de muitas nuances e degradês!

Num mesmo dia podemos sentir sensações extremamente opostas e, muitas vezes, cada momento de alegria traz aliado a si um pedaço de tristeza. 

É precisamente esta a mensagem do lançamento desta semana: apesar das lágrimas, a nossa alma cresce. Apesar da dor, o sol nasce a sorrir para nós. 

Volto a trazer-vos a Sia, desta vez a solo, com a música "Rainbow". Onde muitos vêem loucura, eu também vejo amor. É dele que nascem os grandes sonhadores, os que fitam o céu aberto e encerram, na profundidade dos seus olhos, toda o encanto da vida!

Merece mais de 2,5 milhões de visualizações, não acham?

Equinócio

 

O outono traz-te a vida embrulhada.

Aos poucos, a luz vibrante vai-se dissecando e os tons amenos tecem dias menores.

Anoitecem as mantas no sofá e vem o frio sem corrente trespassar o corpo vigilante.

Sentes uma simbiose sem precedentes, as cores místicas do tempo e os sonhos a pernoitar.

O cheiro da castanha assada relembra-te o último arraial de verão. Inalas. Soube a pouco como a pouco sempre sabe mais uma primavera. Não há estações que não abram caminho ao misantropismo. As folhas caducas languidescem e a rotina surge entremeada.

 

 

Hoje, é a tua memória!

 

Para alguém que não se esquece,

 

Gostava de te poder dizer que vai ficar tudo bem e que, um dia, o teu coração sobressaltado encontrará paz: as portas da vossa casa já não estarão trancadas e poderás ir, sem medos, à tua vida. No entanto, tu sabes a verdade: a realidade que eu desconheço e não suporto sequer pressentir.

Não sinto o que tu sentes quando te lembras dos momentos que te roubam a esperança: os rasgos de lucidez, cada vez menos frequentes, o mundo que parece feito de ilusão.

E tu estás sempre ali, disposto a tudo para atenuar o sofrimento de quem vai sendo vítima de uma decadência em progressão. Alguém outrora vivo e feliz, ciente de si, dos seus sonhos, dos seus amores e das batalhas da vida.

Sei que te defraudaram a esperança na eternidade de cada memória. O Alzheimer já te subtraiu muitas lágrimas e todos os dias são um sorvedouro de emoções, como se o mundo fosse visto, vezes sem conta, pelo mesmo corpo, mas por nascentes distintas.

 

 

Dr. Google

 

As novas tecnologias vieram revolucionar a nossa forma de estar na vida.

Tenho-me vindo a aperceber de como estas ferramentas têm impacto no nosso quotidiano e influenciam as escolhas e os hábitos que adotamos e, a verdade é que, hoje em dia, escrevendo as palavras certas no motor de busca, temos acesso a um sem fim de informação que nem sempre corresponde à verdade.

A Internet pode ser vista como um refúgio ao qual a maioria dos cidadãos recorre para resolver quaisquer problemas. Quando as pessoas estão doentes ou detetam algum sintoma minimamente suspeito, o primeiro aconselhamento que procuram é do Dr. Google. As suas consultas são gratuitas, rápidas e apresentam uma lista completa, na qual consta um diagnóstico e as possíveis causas, sintomas e tratamentos da respetiva “sentença”.

 

Lançamento da semana #5

 

"O tempo não espera pela gente, mas eu espero por ti."

Esta semana decidi mostrar-vos uma música portuguesa que ficou disponível no dia 11 de setembro.

A verdade é que temos no nosso país artistas muito talentosos que nos brindam, cada vez mais, com verdadeiras obras de arte. Infelizmente, nem sempre os valorizamos como os mesmos merecem, no entanto, aos poucos, sinto que até isso está a mudar.A reinvenção, o querer fazer mais e melhor e a aparente simplicidade de algo que pode ser tão complexo são características que me comovem, o ingrediente que torna cada canção única e especial.

 

 

Review: Inferno

 

«Os lugares mais tenebrosos do Inferno estão reservados àqueles que mantêm a neutralidade em tempos de crise moral.»

 

Dan Brown é um reconhecido escritor norte-americano que, entre outras obras, escreveu o mediático Código da Vinci.

Apesar de ouvir falar, com frequência, no nome deste autor, foi apenas no decorrer deste verão que tive a oportunidade de testemunhar a qualidade das histórias que nos narra. Publicado em 2013, o Inferno é um romance cheio de ação e repleto de referências históricas onde constam factos reais sobre diversas obras de arte, ciência e literatura.

Este é um livro que traz de volta Robert Langdon e que nos fala de uma temática interessante e, simultaneamente, assustadora: o drama do crescimento populacional e as suas implicações futuras na espécie humana.

 

 

A luz da esperança

 

Chamava-se Sofia. Tinha medo da trovoada e da celeridade do vento. Era pequena perante as tempestades, embora existissem provas suficientes da sua valentia estoica. Tinha pouco mais de quatro anos e os seus olhos de avelã eram feitos de promessas.

Encontramo-nos numa enfermaria, num dos meus internamentos recorrentes.

Naquele quarto estéril, galgamos os jardins da floresta que criamos, fomos as amigas que dividem as tristezas e partilhamos tantos quadros clínicos como bonecas dúcteis que, tão metodicamente, descabelamos.

A preocupação dos meus pais inundava aquele compartimento de amor, enquanto as nossas alucinações se materializavam, enquanto as nossas camas tremiam e o suor se hospedava nas profundezas de dois corpos cansados, entregues ao mundo assético.

 

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