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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

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INFARMED

 

A transferência da sede do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) de Lisboa para o Porto é um dos assuntos que está na ordem do dia e que, enquanto estudante do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, considero relevante debater.

Após a cidade Invicta ter conquistado o sétimo lugar na corrida à EMA (European Medicines Agency), esta decisão tem sido vista como uma forma de compensar a cidade por esta perda e de, assim, mostrar que o Governo está realmente a promover uma maior descentralização dos serviços.

Do meu ponto de vista, esta deliberação parte da polémica que se instalou aquando da candidatura de Portugal à sede da Agência Europeia do Medicamento. É, no fundo, uma forma de nos mostrarem (a nós portugueses) que o resto do país não está esquecido e que Lisboa não é (somente) o espelho de Portugal.

 

Afirma-se, deste modo, a não pretensão, por parte dos dirigentes, de excluir os demais distritos da aquisição de “papéis de destaque” no desenvolvimento da nossa sociedade, algo que encaro de forma positiva, independentemente das circunstâncias e motivações que despoletaram este metamorfismo.

Portugal carece de uma distribuição igualitária de oportunidades no seu território.

Os recém-licenciados procuram novos horizontes e as perspetivas de progressão na carreira são comuns a todos os profissionais qualificados do país: pessoas que têm muito para oferecer na construção deste caminho que deve ser pautado pela pluralidade e pelo desejo de promover melhores serviços de saúde e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida aos cidadãos de Portugal e do Mundo.

Esta é uma perspetiva que ultrapassa qualquer barreira física, é o motivo ideal pelo qual tantas pessoas lutam diariamente: a evolução, a reinvenção, o bem-estar.

Nos próximos dias, muito se debaterá. Cada um fará os seus apelos, baseados nas suas convicções, por certo, não consensuais. Cada um puxará, legitimamente, “a brasa à sua sardinha”, mas o mais importante é que não se criem divergências entre cidades, que não se promovam rivalidades e que se perceba, definitivamente, qual o cerne da questão. É importante não abrir mão dos valores basilares pelos quais todos os profissionais se devem reger. É, acima de tudo, imperativo que todas as mudanças sejam por Portugal e pelos interesses dos Portugueses.

Se assim for, estaremos no rumo certo. Estaremos a elevar Portugal e a mostrar que somos um país com oportunidades, um país unido que reconhece e usufrui do seu potencial. Um país competitivo no qual vale a pena investir.

E não será isso que, afinal, se pretende?!

 

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