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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

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Talvez por dentro o sol se desdobre, seja parte repartida de si, poeira reluzente, intensidade, contraste e saturação.

Talvez o rio adormeça na margem, a lua seja nova e a maré um pouco cheia. Seja o pão a entrar para o forno, o cigarro apagado, a constelação em gravidade.

Talvez o medo assombre o teu descanso, o teu corpo recalcado, a tua mente entresilhada e deambules e bamboleies e voltes ao início da estrada.

Talvez por dentro o pleno seja vazio e disfuncional: irreconhecível como as figuras à mercê do nevoeiro.

E, por fora, tudo o que sentes deveras intemporal como se o mundo parasse e tu fosses o passageiro.

Talvez seja sorte o seu parecer estático, o acontecer só dentro de mim e fora de ti, mas os filtros esgotam a certeza do que viemos fazer aqui.

Ajustamos o tempo e preferimos as sombras à luminosidade.

Enganamo-nos no contraste e de negro realçamos a realidade.

Talvez por dentro o melhor seja definir uma certeza porque com a lente vês, mas não sentes a tua natureza.

Seja como for: liga-te à terra, constrói a tua própria galeria e define a tua vida, porque talvez regresses ao menu e nele descubras o bloqueio como ponto de partida.

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