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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

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Review: Inferno

 

«Os lugares mais tenebrosos do Inferno estão reservados àqueles que mantêm a neutralidade em tempos de crise moral.»

 

Dan Brown é um reconhecido escritor norte-americano que, entre outras obras, escreveu o mediático Código da Vinci.

Apesar de ouvir falar, com frequência, no nome deste autor, foi apenas no decorrer deste verão que tive a oportunidade de testemunhar a qualidade das histórias que nos narra. Publicado em 2013, o Inferno é um romance cheio de ação e repleto de referências históricas onde constam factos reais sobre diversas obras de arte, ciência e literatura.

Este é um livro que traz de volta Robert Langdon e que nos fala de uma temática interessante e, simultaneamente, assustadora: o drama do crescimento populacional e as suas implicações futuras na espécie humana.

 

Zobrist é o génio que alerta para esta problemática, um admirador fanático do poema épico de Dante Alighieri – A Divina Comédia – a partir do qual toda a trama do livro se desenvolve.

Esta personagem é a responsável pela criação de algo que poderá mudar o mundo para sempre e é esse feito que condiciona o rumo da história, despoletando uma busca incessante por um objeto capaz de modificar o genoma humano.

Neste livro, encerra-se “a última esperança da humanidade” e é nos dado a conhecer o movimento transhumanista.

Relativamente à minha análise: pessoalmente, gostei muito do que li, da forma como Dan Brown escreve e de como a história nos vai surpreendendo.

A certa altura, dei por mim a tentar responder às questões que se iam levantando entre Sienna e Langdon e a verdade é que as respostas nem sempre foram imediatas e totalmente convictas.

Um outro aspeto é que inicialmente defendi o comportamento de umas personagens em detrimento de outras. Pensava que aquele era o lado certo e “enganei-me”. À medida que avancei capítulos, a minha opinião alterou-se completamente, até que, por fim, percebi que nenhuma das figuras que dão vida a esta história é realmente vilã ou, por outro lado, tão inocente como tinha pressuposto.

Todavia, alguns pormenores não me atraíram tanto como esperava. Na minha opinião, alguns acontecimentos nem sempre me pareceram verosímeis e alguns “pontos-chave” do livro repetiram-se excessivamente, como é o caso dos excertos contidos no vídeo que anuncia a criação macabra do geneticista.

No entanto, mesmo assim, este é um livro aliciante e envolto em mistério que nos prende até ao final. As suas longas descrições permitem-nos viajar para um lugar bem distante e imaginar algo que realmente existe e que nunca tivemos a oportunidade de observar.

Dan Brown sabe como criar suspense sem nos aborrecer e como inserir inúmeras referências históricas sem tornar a leitura pesada, o que é fantástico e estimula, indubitavelmente, o nosso conhecimento, deixando-nos curiosos e a querer saber mais sobre as mesmas.

Procura e Encontrarás!

Neste livro encontrei uma companhia que muito me satisfez e que, dessa forma, garantiu uma próxima leitura assinada por este autor. E vocês? Já leram este ou outros livros de Dan Brown? Qual a vossa opinião e qual o próximo best-seller que me recomendariam?

 

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