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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

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Review: O Santo, o Surfista e a Executiva

“Criar a vida com que sempre sonhámos…”

Talvez este seja o mote do livro O Santo, o Surfista e a Executiva, uma fonte de ensinamento inesgotável e que nos promete deixar a pensar e a refletir sobre questões fundamentais para as quais, até então, não tínhamos resposta, ou por outro lado, sobre as quais não nos queríamos debruçar verdadeiramente.

Ao longo deste livro assistimos a três etapas distintas que se passam em Roma, no Havai e em Nova Iorque.

Em cada um destes lugares, aos quais somos conduzidos por este maravilhoso livro publicado em mais de 50 idiomas e com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, encontramos mestres que prometem mudar não só a vida de Jack Valentine, mas também, a vida do leitor.

É uma grande viagem na qual as Derradeiras Perguntas serão chaves importantes no desencadear do processo de desenvolvimento interior.

 

Padre Mike, Roma

O Santo é o Padre Mike com costumes típicos de um italiano apaixonante. Ao longo de quatro semanas de estadia por Roma, aprendemos muito sobre o poder que o autoconhecimento tem sobre nós mesmos. O nosso mundo exterior é a projeção do nosso mundo interior, sendo, por isso, fundamental que façamos um trabalho interior profundo e contínuo, de modo a que possamos perceber que o universo é um lugar amigo, no qual tudo aquilo que acontece na nossa vida tem uma razão de ser.

Acontece porque precisamos de todos os momentos para crescermos, para avançarmos para o patamar seguinte. Os momentos adversos surgem no momento em que precisamos deles, bem como, os momentos de glória. Curiosamente, é nos nossos considerados “piores momentos” que olhámos mais para nós e que nos dispomos a ouvir a voz do nosso coração. É aí que surgem as respostas de que precisamos.

Enquanto não aceitarmos as lições que a vida tem para nos dar, as mesmas pessoas, os mesmos problemas, as mesmas circunstâncias repetir-se-ão incessantemente até que, por fim, nos dispúnhamos a prestar-lhes atenção, a refletir, a aceitar e a aprender.

O pior que podemos fazer é trair aquilo que somos, é esconder, bem lá no fundo, todos os nossos demónios.

Como se costuma dizer, nós “colhemos aquilo que semeamos”. E a verdade é que nós somos o fruto das projeções que fazemos para a nossa vida. Olhámos o mundo através de um vitral, vemo-lo pela nossa objetiva, pintámo-lo com as nossas próprias cores e é por isso que muitas vezes nos desiludimos com os outros. Porque projetamos neles aquilo que queremos que eles sejam e não aquilo que eles verdadeiramente são e têm para nos dar. Se não tivermos expectativas sobre uma determinada pessoa ela nunca nos desiludirá. E porquê? Porque nós nunca esperaremos nada dela!

Nós vemos o mundo não como ele é, mas como nós somos. As nossas reações corroboram isso mesmo. Quando nos sentimos insultados, ameaçados e com raiva não foi a outra pessoa que despertou esse sentimento em nós. Ele já lá estava. E bastou apenas um comportamento para o despoletar. O que nós fazemos é o que nos caracteriza. Afinal, quando um Pedro fala de um João o que ficamos a saber? A resposta é simples.

Ficamos a saber mais sobre o Pedro do que sobre o João.

 

Moe Jackson, Havai

A inspiração da Natureza na nossa vida está latente nesta viagem pelo Havai. Moe é um surfista simples que nos ensina a amar quem somos e a demonstrar, para com nós próprios, esse mesmo amor.

O alimento.

O alimento espiritual e físico é o melhor que podemos fazer por nós. Alimentar a nossa alma e o nosso coração sem, contudo, descurar uma boa nutrição para nos mantermos fortes, saudáveis e felizes. Comer fruta e vegetais frescos, praticar desporto, ler, sentir o sol a acariciar a nossa pele… Tudo isso fará de nós melhores pessoa: em paz com o mundo.

O amor-próprio e a autoestima são as grandes portas para uma vida plena que devemos viver com curiosidade e sem medos!

 

Tess Welch, Nova Iorque

A viagem termina em Nova Iorque, termina com a generosidade de quem ajuda os outros a concretizarem os seus sonhos.

A vida só faz sentido quando queremos o bem, quando amamos o outro. Quando ficamos felizes com o seu sucesso e quando, de algum modo, contribuímos para o mesmo.

Para uma carreira de sucesso esta é a solução que a Executiva nos apresenta: Constrói ligações humanas. E deixa um legado porque “o anseio mais profundo do coração humano é a necessidade de viver em nome de uma causa superior a si mesmo”.

 

Esta viagem superou, de facto, todas as minhas expectativas. É um livro que nos transmite boas energias e que nos predispõe a olhar mais para dentro de nós próprios. É nestas páginas que podemos encontrar o encorajamento que nos faltava para dar um passo e revolucionar a nossa vida, porque a vida é muito mais do que aquilo que teimamos em fazer dela!

Tudo isto para deixar a seguinte mensagem: ainda estamos a tempo de mudar. Ainda podemos viver a nossa melhor vida!

De que é que estás à espera?!

 

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