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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Rescaldo de um mês em stand-by

 

Janeiro é um mês de incertezas e de sentimentos mistos. Se, por um lado, queremos iniciar o plano que traçamos para a nossa vida nos últimos dias do ano anterior, por outro, acabamos por nos aperceber de que, inevitavelmente, muitos dos nossos objetivos acabarão por ficar numa folha de papel, esquecida algures no fundo da gaveta.

Nos primeiros dias, do primeiro de doze capítulos, perdoamos os nossos desleixes alimentares e a preguiça que existe relativamente à prática de exercício físico. As metas começam, assim, a ser encostadas para um canto e nós vamos continuando a viver da mesma forma conformista e rotineira, tal como fazíamos até então. A verdade é que, mal o ano começa, percebemos que, se calhar, a febre da mudança se está a desvanecer e com ela a nossa vontade de sorrir, todos os dias, para o mundo. Voltamos a constatar que, de vez em quando, chove e que não podemos escapar aos dias cinzentos.

Para a generalidade dos estudantes do Ensino Superior este mês é também sinónimo de abdicação. A “vida” fica praticamente em stand-by e é hora de colocar um travão nos almoços demorados de família, nas saídas com os amigos, nas idas ao cinema ou nos serões na companhia de uma boa música ou de um livro do nosso interesse.

 

 

Venham daí essas uvas passas!

 

Nos últimos dias, as redes sociais em geral e a blogosfera em particular têm sido inundados pelos típicos "balanços do ano".

Sobre 2017, que hoje termina, escrevem-se as mais diversas publicações quer sobre as figuras do ano, os acontecimentos do ano ou mesmo os divórcios do ano. Na verdade, parece que todas as temáticas, mesmo as mais inusitadas, servem como um bom clickbait, numa altura em que surge também na vida da maioria dos astrólogos uma nova oportunidade de expansão das suas carreiras.

Hoje, no último dia do ano, também eu faço a minha retrospetiva, penso no que fiz em cada mês, no que conquistei e no tanto que ainda tenho para melhorar. Todavia, não reflito apenas hoje porque as minhas ambições não se regem pelas doze badaladas ou por mais uma volta completa da Terra em torno do Sol.

 

No dia em que decidi parar o tempo

No dia em que decidi parar o tempo descobri os parques e o cheiro a terra molhada; bebi um café quente e embaciei o vidro da janela.

Soube logo que a perfeição era uma névoa parecida com a neblina da manhã, que, por vezes, o sol encandeava e que a chuva germinava a terra.

Nesse dia. O dia em que decidi parar o tempo.

Desci a rua sem pressa, respirando cada pedaço de existência remanescente. Os olhos presos no infinito. Passar por tudo, sentir tudo e não ver nada.

Caminhar.

 

 

INFARMED

 

A transferência da sede do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) de Lisboa para o Porto é um dos assuntos que está na ordem do dia e que, enquanto estudante do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, considero relevante debater.

Após a cidade Invicta ter conquistado o sétimo lugar na corrida à EMA (European Medicines Agency), esta decisão tem sido vista como uma forma de compensar a cidade por esta perda e de, assim, mostrar que o Governo está realmente a promover uma maior descentralização dos serviços.

Do meu ponto de vista, esta deliberação parte da polémica que se instalou aquando da candidatura de Portugal à sede da Agência Europeia do Medicamento. É, no fundo, uma forma de nos mostrarem (a nós portugueses) que o resto do país não está esquecido e que Lisboa não é (somente) o espelho de Portugal.

 

 

Resumo da semana

 

Regressar à rotina pode ser um verdadeiro desafio, sobretudo quando nos envolvemos em diferentes projetos.

No início de setembro ouvimos falar de uma espécie de depressão pós-férias: aquela semana dolorosa em que voltamos ao trabalho ainda a meio gás. Surgem por aqui e por ali dicas preciosas que prometem ser a chave para retomarmos a nossa vida sem grandes constrangimentos ou conflitos interiores, mas, na verdade, cabe exclusivamente a cada pessoa gerir o seu tempo em função dos seus afazeres, bem como, controlar o seu estado emocional.

No meu caso, como estudante, há cerca de três semanas que o meu dia-a-dia voltou a ser gerido em função da faculdade. Todavia, esta última foi, sem dúvida, a mais desafiante. Foram cinco dias passados com poucas horas de sono e na companhia de algumas chávenas de café: algo que já se tornou indispensável na minha vida.

 

 

Dr. Google

 

As novas tecnologias vieram revolucionar a nossa forma de estar na vida.

Tenho-me vindo a aperceber de como estas ferramentas têm impacto no nosso quotidiano e influenciam as escolhas e os hábitos que adotamos e, a verdade é que, hoje em dia, escrevendo as palavras certas no motor de busca, temos acesso a um sem fim de informação que nem sempre corresponde à verdade.

A Internet pode ser vista como um refúgio ao qual a maioria dos cidadãos recorre para resolver quaisquer problemas. Quando as pessoas estão doentes ou detetam algum sintoma minimamente suspeito, o primeiro aconselhamento que procuram é do Dr. Google. As suas consultas são gratuitas, rápidas e apresentam uma lista completa, na qual consta um diagnóstico e as possíveis causas, sintomas e tratamentos da respetiva “sentença”.

 

O meu primeiro estágio

 

Durante estas férias de verão realizei o meu primeiro estágio extracurricular. Nesta minha primeira experiência fui conhecer um pouco mais sobre uma das saídas profissionais do meu curso, pela qual manifesto particular interesse: farmácia hospitalar.

As expectativas eram muitas, assim como, o receio de não estar preparada para superar este desafio.

Acabei por ficar colocada num hospital, com relativamente poucos serviços, mas no qual pude perceber como tudo funciona. O primeiro dia foi, como esperava, o mais complicado. Tudo era novo, não tinha experiência nenhuma e estava um pouco ansiosa em relação à minha adaptação.

 

 

Crise dos 20

 

Tenho 20 anos.

No dia em que os celebrei quis escrever sobre mim num papel que empalidecesse e pudesse contar as histórias de uma rapariga que vivia perdida dentro de si.

Talvez o ponto de situação da minha vida fosse uma leitura irrelevante para uma avó de setenta anos, mas, a nostalgia que senti no dia do meu último aniversário, estaria certamente presente nos seus olhos: o coração do meu futuro.

E como seria ter coragem para olhar para trás? Como é, na verdade, ter coragem para olhar em frente?

Tenho 20 anos e não sei quantas incertezas cabem nos meus dias.

 

"Soft-skills"

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Neste segundo ano de faculdade decidi que queria integrar novos projetos e participar em mais eventos que, de algum modo, contribuíssem para o meu conhecimento.

Acredito que é esta a altura certa para nos envolvermos em diferentes iniciativas e explorarmos as nossas capacidades e preferências em cada uma delas. Enquanto somos estudantes temos ao nosso dispor oportunidades que, enquanto profissionais, certamente não teremos. Somos jovens, temos a liberdade e as ferramentas necessárias para nos expormos a novos desafios e para, de certa forma, nos conhecermos melhor.

Confesso que a carga horária do meu curso acaba por limitar um pouco o meu envolvimento em diferentes projetos, contudo considero a preguiça e o comodismo limitações ainda mais difíceis de contornar.

 

 

O lugar que há em mim

 

Quem me conhece sabe que preciso de pouco para ser feliz. Penso nisto de cada vez que coloco os pés no areal. Olho para o céu e para a sua sintonia com o mar e a vida parece perfeita. Percorre-me uma onda de boas energias e ali deixam de existir todos os porquês.

Sinto-me verdadeiramente em paz. Sinto-me viva!

Este ano, as oportunidades de pisar o paraíso têm sido muito escassas e a prova disso mesmo é que a minha época balnear só abriu oficialmente no passado dia 15 de Agosto: feriado e dia santo, precisamente. E, de facto, aconteceu um milagre.