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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Venham daí essas uvas passas!

 

Nos últimos dias, as redes sociais em geral e a blogosfera em particular têm sido inundados pelos típicos "balanços do ano".

Sobre 2017, que hoje termina, escrevem-se as mais diversas publicações quer sobre as figuras do ano, os acontecimentos do ano ou mesmo os divórcios do ano. Na verdade, parece que todas as temáticas, mesmo as mais inusitadas, servem como um bom clickbait, numa altura em que surge também na vida da maioria dos astrólogos uma nova oportunidade de expansão das suas carreiras.

Hoje, no último dia do ano, também eu faço a minha retrospetiva, penso no que fiz em cada mês, no que conquistei e no tanto que ainda tenho para melhorar. Todavia, não reflito apenas hoje porque as minhas ambições não se regem pelas doze badaladas ou por mais uma volta completa da Terra em torno do Sol.

 

As oportunidades de mudarmos fazem parte da nossa vontade, da nossa verdadeira convicção. Não importa o ano, o dia ou a hora. Quando queremos, de facto, transformar os nossos sonhos em verdade, cada instante conta e é válido para o efeito. E foi assim, tendo este lema bem presente que, no ano passado, parti para um 2017 que se veio a revelar bastante surpreendente. Hoje, é com esta força renovada e repleta de expectativas que pretendo abraçar mais 365 dias de esperança, de luz, de amor, de paz e de histórias para contar.

Quero, acima de tudo, viver momentos e criar memórias.

 

Olhando para trás, este foi, sem dúvida, um ano que me trouxe muitos ensinamentos, que me permitiu crescer um pouco mais e que, se tivesse de resumir numa palavra, seria: Arriscar.

Comprometi-me a lutar por aquilo em que acredito e percebi que, apesar de nem sempre vencer todas as batalhas, o resultado só me poderia deixar orgulhosa. A vida não é perfeita. Tem momentos de sofrimento, falhas e muitas lágrimas à mistura. Mas o importante é a forma como decidimos olhar para a desilusão, como enfrentamos os obstáculos e como aprendemos a cada desventura.

Falando de mim, num espaço que é nosso, relato-vos, resumidamente, aquilo que mais me marcou, de forma positiva, ao longo deste ano:

  • Capazes: 2017 acenou-me com um enorme sorriso e logo no primeiro dia do ano as Capazes publicaram uma crónica redigida por mim na sua plataforma (Baseado Numa História Real), algo que se viria a repetir meses mais tarde com um novo texto: Mar Sem Rede.
  • Núcleo de Comunicação: A escrita sempre fez parte da minha vida e é uma paixão que assume particular relevância no meu dia-a-dia. Por isso, uma vez mais, decidi arriscar! Inscrevi-me no Núcleo de Comunicação da minha faculdade e quis explorar esta nova vertente. Não poderia ter tomado uma melhor decisão. O Núcleo trouxe-me muito mais do que aquilo que eu estava à espera e tornou-se em algo verdadeiramente especial para mim.
  • 13 de Maio: O dia 13 de Maio não poderia ter sido, de facto, mais abençoado. Muitos apregoaram de novo a expressão dos “Três F” e de facto, os três pilares da ditadura de António de Oliveira Salazar, repetiram-se na história de uma forma verdadeiramente emocionante e graciosa. Fátima, Futebol e Fado.

Papa Francisco e o Centenário das Aparições de Fátima: Este Papa é uma figura incontornável que eu admiro de coração. É tão diferente… Vê-se em cada um dos seus gestos a paz, o afeto e uma luta em busca de um mundo mais justo e com um maior sentido de inclusão, o que é algo que me emociona e me faz querer acreditar no rumo da Humanidade. As suas ações preconizam mudanças essenciais do ponto de vista do conservadorismo e apelam a que, acima de tudo, possamos vencer as nossas diferenças em nome do amor e da paz. Os homossexuais, as prostitutas, os reclusos… Todos são, naturalmente, pessoas. E nada me pode comover mais do que perceber que o Santo Padre está, a pouco e pouco, a contribuir para uma mudança de mentalidades e para um novo paradigma no seio da Igreja Católica, numa religião que, infelizmente, se vê, cada vez mais, corrompida, abandonada e em decadência.

O Papa Francisco é um ponto de luz em qualquer parte do mundo e, naquele dia, em Fátima, milhares de outras luzes se acenderam para celebrar a vida e a fé.

 

Benfica Tetracampião: Talvez esta não seja a melhor altura para relembrar este acontecimento, tendo em conta todas as polémicas em que o clube se tem visto envolvido, mas o Benfica é o meu clube de coração e continuará a sê-lo. Este ano deu-me mais uma grande alegria e voltou a reunir os adeptos no Marquês, com o lema de uma vida: E Pluribus Unum. E foi também em união e em uníssono que mostramos como tudo é possível e como, "sem fazer planos do que virá depois", os nossos corações estão realmente dispostos a “Amar Pelos Dois”.

 

Eurovisão: Acho que ninguém no mundo ficou indiferente ao #Salvadorable. Tornou-se impossível descrever aquilo que senti quando escutei a música pela primeira vez, longe de imaginar que sairíamos vencedores. Arrepio-me, ainda hoje, sempre que soam os primeiros acordes. Nunca me tinha entusiasmado particularmente por este festival, mas este ano nasceu uma nova esperança e Portugal esteve realmente cheio de amor. Os irmãos Sobral tornaram-nos um pouco mais felizes e deram espaço ao Jazz, à diferença e à simplicidade. Este foi um acontecimento que um dia quererei partilhar com as gerações mais novas e que, felizmente, me deu a conhecer a voz e a alma do Salvador, de quem espero ansiosamente, novas interpretações e também intervenções. 

  • Madrinha de Praxe: Não costumo expor a minha vida nas publicações do blog, apesar de, de quando em vez, mostrar a minha opinião em relação a alguns acontecimentos que experiencio. Hoje, “vou com tudo”, falar-vos da pessoa que transformou completamente o meu ano, dando-lhe um novo rumo e um novo sentido. Estou no terceiro ano de faculdade e foi, enquanto, estudante do segundo ano que decidi escolher, para me acompanhar neste percurso, uma pessoa muito especial para mim. Até hoje, soube todos os dias, que não poderia ter tomado uma melhor decisão. Gostava muito que ela soubesse como é capaz de tudo, como é uma pessoa incrível e como no seu coração cabe uma generosidade rara, nos dias que correm. Ela é um dos meus maiores pilares e uma das pessoas que mais se preocupa com o meu bem-estar. Um exemplo. Uma inspiração. É, hoje, um dos principais motivos para o sentimento de gratidão que tenho para com o universo e, bem sei que nenhuma palavra será suficiente para descrever cada pedaço de preocupação, cada sorriso, cada lágrima ou cada abraço. Espero em 2018 encontrar mais pessoas assim: que me deixem sem palavras e que sejam capazes de ser tudo em cada momento de silêncio. Não interessa onde estamos, o que importa é, efetivamente, com quem estamos e estar com ela é um enorme privilégio para mim. Por falar nisso, este pode ser também, desde há alguns dias, um enorme privilégio para vocês. A Diana, a rapariga desconcertada, mas que é, simultaneamente, uma força da natureza, cumpriu este ano mais um desejo e lançou um blog que merece a vossa atenção. Tenho muito orgulho nela e acredito que todos ficarão deliciados com a intensidade das suas palavras. O Desconcertos 2.0 tem a porta aberta para quem quiser entrar. Façam o favor!
  • 20 Anos: Fiz 20 anos. Pronto. Era só isto. Quem me conhece sabe que não gosto particularmente do dia do meu aniversário e que nunca o festejei por “iniciativa própria” com os meus amigos. É, normalmente, um dia em que choro bastante. É, no fundo, a minha “passagem de ano”, sendo por isso, de um dia de particular introspeção. Ter 20 anos implica chegar a uma fase de muitas incertezas e conflitos interiores, com os quais nem sempre é fácil lidar. Ainda estou a aprender e a construir a minha personalidade. Penso que assim será durante toda a vida e que, só assim, faz de facto sentido. Um erro seria estagnar e conformar-me com o que sou, com o que tenho e com o que faço. Cheguei à “crise dos 20”, mas também cheguei aos “loucos anos 20” (num bom sentido, vá). O segredo é viver cada dia e tentar aproveitar cada instante para que, de todas as tristezas, nenhuma delas remeta a uma sensação de arrependimento.
  • Música para os meus ouvidos: Sou viciada em música e os meus gostos neste aspeto estão em constante metamorfose. É a lei da vida. Gostava de um dia poder ter a oportunidade de ir a festivais de verão e a outros concertos de música clássica. Do meu ponto de vista, este foi um excelente ano no que diz respeito à música portuguesa e há cada vez mais jovens artistas com carreiras bastante promissoras e que se têm reinventado e criado obras bastante interessantes. Quanto aos concertos a que assisti, no verão de 2017, tive a oportunidade de ouvir ao vivo diversos artistas do panorama nacional como foi o caso de António Zambujo, dos Azeitonas, de David Fonseca, de Pedro Abrunhosa, Rita Guerra, Cuca Roseta, Aurea, Ana Moura e ainda de Luísa Sobral.
  • As leituras: Este ano, para ser sincera, fui uma tristeza enquanto leitora. Li quatro livros. A sério, Andreia? Doze meses para quatro livros? Fraquinho, fraquinho... Algo que quero, sem dúvida, melhorar no próximo ano, até porque adoro ler. Ainda assim, os livros que li foram: “O Caso Rembrandt” de Daniel Silva, o “Cemitério de Pianos” de José Luís Peixoto, o “Inferno” de Dan Brown e, por fim, o livro “Não Queiras Ser Perfeita, Mas Faz o Melhor Por Ti” da atriz portuguesa Jessica Athayde.
  • 1º vez de Avião: Say what? Sim, é verdade. Foi a primeira vez. Fui sozinha, à janela e foi uma experiência que adorei e que espero, sinceramente, poder repetir em breve. "Fly me to the moon and let me play among the stars"...
  • Escrevi para uma revista: Calma! Sim, eu escrevi para a revista do Núcleo de Comunicação! Se foi um dos melhores momentos do meu ano? Se foi... Quando as coisas que fazemos são realizadas com paixão só nos podemos sentir muito felizes e orgulhosos. Foi dessa forma que me senti enquanto preparei cada um dos artigos que escrevi e foi também assim que recebi o produto final nas minhas mãos. Esta revista foi para mim a prova de como o importante é sermos felizes durante o caminho que trilhamos até alcançar a meta. O produto final é o resultado de um longo caminho e a construção desse trilho é, sem dúvida, o mais importante. Eu fiz parte de um projeto que adoro e não me podia sentir mais sortuda e grata pela oportunidade de o fazer.
  • Dar um pouco de mim aos outros: O meu desejo de integrar um projeto de voluntariado já é antigo, mas só este ano tive a oportunidade de assumir um "compromisso mais sério”. Até então, apenas tinha participado em pequenas ações de solidariedade, esporadicamente, como por exemplo: rastreios e algumas campanhas para a Liga Portuguesa Contra o Cancro ou para o Banco Farmacêutico. Contudo, desde há relativamente pouco tempo, faço parte de uma Associação que me tem deixado muito feliz e me tem alertado, ainda mais, para a necessidade de darmos um pouco de nós aos outros e de ajudarmos o próximo sem esperar nada em troca a não ser o facto de podermos contribuir para a melhor qualidade de vida dessas pessoas.
  • 1º Estágio Extracurricular: Como já falei aqui no blog, em Agosto deste ano fiz o meu primeiro estágio extracurricular em Farmácia Hospitalar, algo que me motivou bastante e que me mostrou uma vertente pela qual, talvez um dia, quererei enveredar. Foi sem dúvida, uma experiência enriquecedora e que quero muito voltar a repetir, até porque a considero essencial na minha formação enquanto profissional.
  • O meu CÃO: A minha melhor e maior prenda de Natal foi ter recebido o meu pequenino. Ainda não falei dele por aqui, mas só me tem dado alegrias. É o amigo mais fiel e mais presente. É a pureza e o amor com que me cumprimenta de manhã, a companhia nas épocas de estudo ou procrastinação. Na verdade, não sei que raça é esta que me deixa tão feliz e que tanto me mima. Espero que continuemos felizes, lado a lado, por muito e muito tempo.
  • Red Bull Air Race: Me, myself and I foi ver os aviões, uma vez mais. Será que está aqui a despertar uma nova vocação? Creio que não, mas o espetáculo é bonito, impressionante e tem, além de um mar de gente, um boa dose de adrenalina que voltou, de novo, a rasgar os céus da Invicta.
  • Pill Of Words: Impensável seria terminar este post, já bastante extenso e cheio de pormenores desinteressantes, sem falar deste projeto que nasceu há cerca de quatro meses, mais precisamente, no dia 9 de Agosto. Criar este blog é fazer uma extensão de mim própria para um mundo mais recatado, mais pessoal, mais meu. Não é uma tentativa de diário online, mas é um espaço que me permite manifestar a minha opinião e partilhar, com quem quiser receber-me, os meus gostos pessoais e os meus pontos de vista. Não tenho feito o trabalho que gostaria nem cumprido com tudo o que, numa primeira instância, idealizei desenvolver no blog. Por vezes, a vida oferece-nos novas oportunidades e acabamos por dar prioridade a outras coisas. No entanto, enquanto fizer sentido estar aqui, o blog continuará ativo e a receber todos aqueles que quiserem beber das minhas palavras. Não são boas ou más, mas são as minhas. É a minha voz e a materialização de algo que acaba por me ser transcendente. Uma coisa é certa: o blog não seria aquilo que é sem vos ter desse lado. Sem o incentivo e o alento que cada um dos vossos comentários me dá, sem a discussão de opiniões ou a tentativa de perceber os sentimentos. Obrigada por tornarem este ano mais especial. Já conseguimos dois destaques pela equipa Sapo Blogs e espero que, em 2018, possamos conseguir mais destaques, essencialmente, Uns na vida dos outros!

 

Que nada fique por dizer ou perdoar!

Que não nos falte saúde e vontade de ser mais e melhor em cada dia. Os sonhos que nos fazem felizes são aqueles que não sonhamos, mas sim, aqueles pelos quais lutamos e vamos à procura.

Eu procuro ser feliz e essa felicidade passa pelo bem-estar do outro e pelo sorriso de quem nos rodeia, por a magia de cada pôr do sol ou pelo barulho do mar a enrolar-se na areia.

Desejo-vos um bom ano! Partilhem-se. Deem amor. Sejam Felizes.

Todos. Todos os dias!

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