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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Por enquanto

 

Sinto muito porque muito sinto. Pouco na vida me faz arrepiar.

Às vezes escondo que às vezes minto. Porque o medo sempre me soube dominar.

A vida é tão estranha que me dói. Como se me cortassem os braços e as pernas.

Fosse eu a espiga que se mói, tão pouco a água das cisternas…

 

Sem passos em frente para defronte. Sem me curvar perante o tempo.

Construir a linha do meu horizonte. Contrariar a vontade do vento.

Mas nada me aquece ou me arrefece. Só me estorva.

Ser assim não me ensoberbece. Não resta nada do que ainda me sobra.

 

Se grito e me calo. Se fujo e me escondo.

Aplaudem com um estalo o renascer de um escombro.

Não fiques preso aí. À vontade de ser do que te pintam.

Porque de tanto que eu já corri, sei que os tropeços também se fintam.

 

E fosse o preto no branco. Eu seria o branco no preto.

Para ser alguém ainda falta tanto como um embrião vir a ser feto.

Mas nada disso me incomoda. Por enquanto.

Porque quem tanto ri um dia chora. E hoje eu sou pranto…

 

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