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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

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Rescaldo de um mês em stand-by

 

Janeiro é um mês de incertezas e de sentimentos mistos. Se, por um lado, queremos iniciar o plano que traçamos para a nossa vida nos últimos dias do ano anterior, por outro, acabamos por nos aperceber de que, inevitavelmente, muitos dos nossos objetivos acabarão por ficar numa folha de papel, esquecida algures no fundo da gaveta.

Nos primeiros dias, do primeiro de doze capítulos, perdoamos os nossos desleixes alimentares e a preguiça que existe relativamente à prática de exercício físico. As metas começam, assim, a ser encostadas para um canto e nós vamos continuando a viver da mesma forma conformista e rotineira, tal como fazíamos até então. A verdade é que, mal o ano começa, percebemos que, se calhar, a febre da mudança se está a desvanecer e com ela a nossa vontade de sorrir, todos os dias, para o mundo. Voltamos a constatar que, de vez em quando, chove e que não podemos escapar aos dias cinzentos.

Para a generalidade dos estudantes do Ensino Superior este mês é também sinónimo de abdicação. A “vida” fica praticamente em stand-by e é hora de colocar um travão nos almoços demorados de família, nas saídas com os amigos, nas idas ao cinema ou nos serões na companhia de uma boa música ou de um livro do nosso interesse.

 

 

Resumo da semana

 

Regressar à rotina pode ser um verdadeiro desafio, sobretudo quando nos envolvemos em diferentes projetos.

No início de setembro ouvimos falar de uma espécie de depressão pós-férias: aquela semana dolorosa em que voltamos ao trabalho ainda a meio gás. Surgem por aqui e por ali dicas preciosas que prometem ser a chave para retomarmos a nossa vida sem grandes constrangimentos ou conflitos interiores, mas, na verdade, cabe exclusivamente a cada pessoa gerir o seu tempo em função dos seus afazeres, bem como, controlar o seu estado emocional.

No meu caso, como estudante, há cerca de três semanas que o meu dia-a-dia voltou a ser gerido em função da faculdade. Todavia, esta última foi, sem dúvida, a mais desafiante. Foram cinco dias passados com poucas horas de sono e na companhia de algumas chávenas de café: algo que já se tornou indispensável na minha vida.