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Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Pill of Words

Blog não sujeito a receita médica.

Falácia

 

Às vezes, olho para mim de lado.

Como um estranho que julga conhecer o turbilhão de pensamentos que, em passos largos, se dissolvem por entre rotinas cruzadas e transeuntes incomuns.

Às vezes, até sinto que o que sou é pouco meu porque me é estranha aquela sensação de estranheza.

E julgo, perante os dedos que se tocam, ser pouco mais do que uma defesa contra cada fragmento estilhaçado na penumbra: pedaços de sonho hipotéticos: utopias de banda larga.

Estou tão fora como dentro, desmembrada da fisiologia sem querer ir nem querer voltar.

E somam-se os dias: um valor absoluto e pesado do que perdi por não saber o que querer ganhar.

Tanta vida no Inverno. Tantas ondas e um mar inerte. Como eu...

Sem condições nem metafísica. Sem futuro nem presente.

Um eu doente. Da alma. Do soro que escorre em desalinho. Autoimunidade. Pelo cansaço escrito em prosa e a vida entoada em hino.

Isto do Natal

 

Quando pensamos no Natal viajamos para um lugar bem diferente.

Geralmente, esta é uma quadra que representa algo muito especial para cada um de nós: uma mistura de sentimentos únicos e um conjunto de valores que assumem proporções distintas, consoante a personalidade de quem os experiencia.

À medida que os anos vão passando, o próprio conceito vai sofrendo alterações, como uma mutação em resposta ao nosso desenvolvimento intelectual. Desmistificam-se inúmeras crenças e a importância de alguns costumes é questionada, até que aquilo que assumia particular relevância passa a ser algo insignificante.